Por vezes tenho pesadelos, sonhos negros que me assombram, aquelas vivências que acontecem no meu inconsciente em que tu me deixas de mil e uma formas por mil e uma razões. Nesses dias acordo com medo, depois de muito me virar na cama, de me contorcer numa dor que o meu corpo não sente… Nesses dias fico frágil, como se nos fossemos quebrar, qual jarra de cristal! E nesses dias as minhas inseguranças elevam-se a infinitos e eu caio sem razão aparente, num obstáculo que mais ninguém viu… E é nesse momento, quando te dás para me amparar a queda, quando me arrancas do chão e enxugas as minhas lágrimas invisíveis, que eu te olho nos olhos e pergunto a medo “Are we going down or will we fly?”, tu fitas-me igualmente e proferes, em tom de resposta que nada elucida, “This could be a shipwreck on the shore or we could sail away forevermore”. Eu sorrio por dentro, sabendo que, como não és mais vidente que eu, também o futuro desconheces. E assim juntos partilhamos a insegurança, sempre na esperança que o nosso avião voe, que a nossa nau navegue…
3 comentários:
Só volto a dormir descansado quando descobrires como é que eu morri no teu pesadelo...
preciso de estar precavido...
:::c(=
Espera... Terei lido bem??
O Joaquim anda a contagiar-te com os aviões... Agora já és tu que os usas primeiro que ele! :b
Mais um belíssimo texto Carlinha, gostei muito mesmo. <3
Tenho a certeza que preferes os sonhos em que ele está simplesmente a lavar os dentes no autocarro, sempre é melhor que andar em busca de um vestido preto para o funeral. ;)
Beijinhos <3
Uau!
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