No banco de jardim
O velho descansa a preto e branco,
Sorriso apagado pelos anos
Que lhe trouxeram rugas e sabedoria.
Repousa suas pernas,
Débeis da longa caminhada da vida.
É ele o possuidor dos pés
Que palmilharam o mundo de lés a lés.
Apesar da poeira
Que lhe assombra a velha memória,
Recorda ainda a vida a cores…
De terras a paixões, de sorrisos a amores!
São essas memórias
Que lhe acendem uma chama no coração…
Memórias remotas
De um tempo longínquo, tão fora de alcance…
Em que o brilho do olhar acendia
Só porque algo cheirava ou sabia diferente.
Agora velho
Conhece todos os cheiros e sabores,
O brilho apagou-se
E ele descansa só no banco de jardim…
A preto e branco.
6 comentários:
Maravilhoso! Gostei muito deste
teu pedacinho! Xi*
http://www.youtube.com/watch?v=qtEYzFuEYB8
hmmm... não gosto deste... não fala de mim nem de aviões ou passaros...
a não ser k isto seja um retrato meu no futuro... se assim for ja gosto...
c(= muiti coisa boa...
ò Quim, o mundo não gira à tua volta, já agora tem ser só aviões e tu!
Ah ah ha! =P ;)
Joaquim... cala-te!!
O poema está lindo manita. É um dos meus preferidos (até porque não fala do Joaquim, nem de aviões, nem de pássaros. eheh)
Aprovo...
Beijinho
Maravilhoso como sempre, my dear Carla. (:
Assim quase que dá vontade de envelhecer...Sim, porque nem todos o queremos. ;P
Ao Joaquim nem digo nada visto que ele já "apanhou" o suficiente. :P
*
Belo poema.
Procura um livro. Rua dos anjos. De vitor burity da silva. Creio não ter escrito o nome do autor mal. Lê, vais gostar.
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