quinta-feira, 26 de março de 2009

O Velho

No banco de jardim
O velho descansa a preto e branco,
Sorriso apagado pelos anos
Que lhe trouxeram rugas e sabedoria.

Repousa suas pernas,
Débeis da longa caminhada da vida.
É ele o possuidor dos pés
Que palmilharam o mundo de lés a lés.

Apesar da poeira
Que lhe assombra a velha memória,
Recorda ainda a vida a cores…
De terras a paixões, de sorrisos a amores!

São essas memórias
Que lhe acendem uma chama no coração…

Memórias remotas
De um tempo longínquo, tão fora de alcance…
Em que o brilho do olhar acendia
Só porque algo cheirava ou sabia diferente.

Agora velho
Conhece todos os cheiros e sabores,
O brilho apagou-se
E ele descansa só no banco de jardim…
A preto e branco.

6 comentários:

DianaPires disse...

Maravilhoso! Gostei muito deste
teu pedacinho! Xi*


http://www.youtube.com/watch?v=qtEYzFuEYB8

Quim disse...

hmmm... não gosto deste... não fala de mim nem de aviões ou passaros...



a não ser k isto seja um retrato meu no futuro... se assim for ja gosto...

c(= muiti coisa boa...

DianaPires disse...

ò Quim, o mundo não gira à tua volta, já agora tem ser só aviões e tu!

Ah ah ha! =P ;)

Tânia disse...

Joaquim... cala-te!!

O poema está lindo manita. É um dos meus preferidos (até porque não fala do Joaquim, nem de aviões, nem de pássaros. eheh)

Aprovo...

Beijinho

Eli disse...

Maravilhoso como sempre, my dear Carla. (:
Assim quase que dá vontade de envelhecer...Sim, porque nem todos o queremos. ;P

Ao Joaquim nem digo nada visto que ele já "apanhou" o suficiente. :P

*

António Castro disse...

Belo poema.
Procura um livro. Rua dos anjos. De vitor burity da silva. Creio não ter escrito o nome do autor mal. Lê, vais gostar.